Eu escrevo para nada e para ninguém. Se alguém me ler será por conta própria e auto-risco...

Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer. Mas é preciso mais do que vontade para escrever. Como milhares de pessoas dizem (e com razão): "Minha vida é um verdadeiro romance, se eu escrevesse contando ninguém acreditaria." O que devem fazer essas pessoas? Escrever sem nenhum compromisso. Às vezes uma só linha basta para salvar o próprio coração.







sábado, 12 de fevereiro de 2011

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       E finalmente o grande dia chega...em meio a tantos estresses, imprevistos, nervosismo...eis que surge o dia. E o mais engraçado é que há meses atrás eu não sabia se queria mesmo, eu não tinha certeza se queria mesmo entrar nessa realidade. Acho que eu ainda não sabia que não podia mais me desvincular dela, que já era parte de mim...que tola! Eu achando que depois que a conheci, seria fácil esquecê-la e seguir em frente. E assim... eu decidi que queria mesmo: ser Psicóloga. Não porque eu quero ajudar os outros, isso é clichê demais e eu não sou mais caloura pra pensar assim. Eu quero ser Psicóloga, porque simplesmente isso já faz parte de mim, é assim que enxergo o mundo e com isso acabo ajudando algumas pessoas...claro que, somente aquelas que me permitem ajudar. Acho que no fundo, todos que escolhem essa profissão é porque de alguma forma quiseram se ajudar, quiseram se conhecer melhor e assim contribuir para quem sabe...ajudar alguém, mas assim como conseqüência, e não como motivo (isso é o que pensamos de início apenas). Leva tempo, mas depois a gente entende...que a Psicologia vai ficar pra sempre em nossas vidas, a gente exercendo ou não a profissão. E eu ainda não acredito que a jornada está chegando ao final...último ano, tantas histórias, conheci pessoas tão incríveis...aprendi tanto...mas, tudo na vida tem um fim...por mais duro que seja. E o tal dia que mencionei é esse...o dia das fotos com a beca, o dia em que a ficha cai e você percebe que está se formando de verdade...o dia em que você olha e vê as pessoas que fazem sentido pra você...e que falta pouco pra vocês se separarem da convivência do dia-a-dia. E sabe, isso se torna pequeno, quando você percebe que valeu a pena conhecer cada uma de suas amigas e que vocês compartilharam ótimos momentos, que agora ficarão pra sempre em algumas fotos...

[Foto de formatura]

domingo, 23 de janeiro de 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Por que é que tem que ser assim?

       O que a gente procura é a nossa metade? Não entendo porque passamos a vida inteira procurando partes de outra pessoa para poder nos completar. É estranho como a gente nunca consegue ver a pessoa inteira. Só conseguimos enxergar o que a gente quer. Pegamos as qualidades dele e colocamos num nível elevado, adicionamos a aparência para: "a idealização perfeita" (é, ele é o que eu sempre sonhei), e a partir daí inventamos um alguém. O que ele fizer depois disso é fruto de nossa imaginação, porque fica tudo distorcido (sei que tem algumas exceções). Mas já parou pra pensar que quando você realmente conhece o outro, ele é diferente. Você descobre um defeito (é...perfeição não existe). Descobre manias...que te irritam demais. Gostos nada parecidos, e... outro defeito? Nossa! Quem é esse que está na minha frente? rs
       A gente se apaixona pela própria idealização que fazemos das pessoas...Acho que a gente tinha que primeiro conhecer de verdade, para depois nos apaixonarmos. E quem sabe começar a gostar primeiro dos defeitos? Mas esse é o problema, a gente procura partes de uma pessoa...mas na hora, a gente lida com a pessoa inteira, com o todo.
       Acho bonito essa coisa de dizer que o outro nos completa, mas hoje penso diferente. Não acredito mais em duas metades que formam uma só pessoa. Isso não faz mais sentido pra mim....O que acredito agora é em duas pessoas inteiras que juntas se completam (ainda gosto de usar essa palavra). Com todos seus defeitos e qualidades...vícios e manias. Duas pessoas que se entendem, mas que se desentendem também, porque isso faz parte da vida. A perfeição eu deixo para os contos de fada...embora eu ache que nem eles são tão perfeitos assim, se a gente parar pra analisar com atenção.
       Estava viajando ouvindo a música do Claudinho e Buchecha que a Adriana Calcanhoto regravou: Fico assim sem você, quando me deu uma vontade de falar sobre essa necessidade que temos de que o outro nos complete. Eu acho até que de alguma forma essa é a sensação que temos quando estamos gostando. Só que com o tempo a forma de se completar muda, a gente vê que a pessoa é muito mais do que a parte que a gente quer. Mas a idéia da música é ótima e é lindo imaginar que alguém vai ser capaz de se encaixar com a gente, é mais lindo ainda quando a gente não tem nada a vê um com o outro e ainda sim queremos estar juntos.

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim ♫♫

domingo, 16 de janeiro de 2011

Em busca da música ideal...

       E viajando entre blogs, encontro a nova idéia do cineasta Eduardo Coutinho: fazer um filme com a música que marcou a vida das pessoas. Idéia simples, mas que ninguém pensou em fazer. E fiquei pensando....qual foi a música que me marcou?
       Acredito que a gente tem um repertório. Porque em cada momento estamos de um jeito, e em cada um deles uma música vai se destacar. Por isso é tão difícil ter que escolher “aquela”, a mais importante. É quase como ter que encontrar a pessoa ideal,rs. Tem toda uma expectativa em torno dela, para um momento que foi especial e que a gente tem guardado dentro da gente. Que responsabilidade! Uma letra que define todo um momento...que a gente quer lembrar pra sempre ou que a gente não consegue esquecer, porque foi forte demais.
       E quando eu penso numa música, da qual a melodia e a letra juntas participaram de um momento especial comigo...eu penso em várias, porque acabo pensando em diversas situações que eu considero importantes e quero carregar pra sempre. Ainda não sou capaz de escolher “a música”, quem sabe um dia...por enquanto acredito que a vida deveria ter uma trilha sonora para cada momento especial, assim não precisaríamos decidir nada, cada música se encaixaria na situação certa. E se a busca pela pessoa ideal não acaba, a busca pela música perfeita também não....

domingo, 9 de janeiro de 2011

Entre textos...

       Sabe quando dá aquela sensação que está faltando alguma coisa em nossa vida? É...acho que é assim que me sinto hoje...Não sei ao certo o que, só sei que está. Dediquei o dia a leitura, li algumas páginas de um livro do qual não estou gostando (O Clube do Filme), mas que uma amiga disse que valia a pena ler até o final. E depois fiquei divagando em textos de um blog que leio sempre quando quero entender um pouco o mundo de outra pessoa. E ainda estou com essa sensação...embora eu tenha refletido sobre algumas coisas durante essa caminhada de leituras, rs. Fiquei pensando sobre as coisas que a gente diz que nunca faria, a gente fala alto, bate no peito e diz que: Isso Jamais vou fazer! E com o decorrer dos anos, a gente se depara fazendo exatamente o que tanto fomos contra.
       E pensei também...que tipo de educação se dá a um filho? Parece fácil quando a gente não compartilha dessa realidade, e a gente julga o comportamento do outro sem entender como funciona, como é viver essa experiência. Sobre o livro...só posso dizer que: É um pai que aceita que seu filho saia da escola aos 16 anos, simplesmente porque ele não queria mais estudar, e o educa da seguinte maneira: 3 filmes por semana. A regra é: só não pode usar drogas, de resto tudo é permitido. Pode acordar tarde, sair com os amigos, namorar...e não fazer nada da vida. Será que isso é educar? Sei lá...
       Nem sei porque falei sobre essas coisas, mas como estou apenas colocando meus pensamentos, resolvi escrever....

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Que 2011 tenha altas aventuras!

Feliz 2011!!!
       E de repende bate aquela sensação de fim de ano, e a gente começa a rever toda nossa vida, o que fizemos de bom...o que poderíamos mudar. Flashs passam o tempo todo...e fica sempre a vontade de completar aquela lacuna, de realizar algum desejo que ao longo do ano não se concretizou.
       Mas no meio de tantos pedidos para esse ano que se aproxima, não podemos deixar de agradecer por todas as coisas boas que aconteceram, e pelos obstáculos que surgiram também, porque foram eles que nos fizeram mais fortes para essa nova jornada. Eu agradeço...por tudo! Mesmo que algumas coisas eu ainda não entenda muito bem porque aconteceram e porque outras só agora fazem sentido pra mim.
       E para falar desse novo ano que se aproxima, queria dizer que: Esperar sempre vale a pena... (mesmo que a gente não queira admitir isso). Não importa o que você deseja, quando for a hora certa...vai acontecer.
       E que nesse novo ano a gente encontre mais amor...assim como na animação Up - Altas Aventuras, um amor sincero, e que dure para sempre (mesmo que o pra sempre seja limitado), o que vale é aproveitar cada momento.
                                         Sorrir e chorar e ter alguém pra compartilhar
                                         Sempre..
                                         Viver para alguém que me ama e dividir
                                         Sempre..
                                         Felicidade e amor...
                                         Então
                                         Me encontra, ou deixa eu te encontrar ♫♫
                                              (Trecho da música do Charlie Brown Jr.)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ligou o nome à pessoa?

         Não podia deixar de postar hoje, um dia que apesar de ter sido cheio de compromissos (mesmo com diversão nos intervalos,rs), fez a diferença pra mim. É uma sensação boa quando a gente vê que nossa vida está andando, que as coisas estão se encaixando. E apesar de todo o corre-corre de final de período, esse foi bastante gratificante. E a idéia de trazer o cinema para o meu curso está dando certo. Finalmente dei entrada na monografia e consegui relacionar cinema e psicologia. Agora é só mergulhar nos livros, viajar nos filmes e deixar fluir o texto...

                                                         ...
         Também estava querendo falar da série: Afinal, o que querem as mulheres?
         Eu considero um trabalho brilhante! E os personagens se encaixam perfeitamente... sem contar que as discussões com a psicologia ficaram incríveis. Essa idéia de fazer o Freud como um boneco, aparecendo em alguns momentos para dar uma consulta, ficou perfeito. Mas me impressionou foi o epsódio de hoje: Freud, Lacan, Jung e Reich jogando poker e discutindo o caso. Foi demais! [E olha que nem sou mais fã da Psicanálise! Mas tiro o chapéu!]

         Engraçado, como os homens perguntam o tempo todo o que nós queremos e nem se dão ao trabalho de prestar atenção quando a gente fala. Acho que não tem um manual de entender as mulheres, cada uma... à sua maneira tem um jeito de ser. O que eles precisam é escolher uma e se dedicar a conhecê-la, assim da forma que ela se apresenta, com todos os seus defeitos e qualidades, todas as suas manias, vícios...e entender que ela jamais vai ser perfeita, como ele também não será. Só é preciso um pouco mais de atenção para entender as palavras...
         Por isso eu vou deixar a letra da música de abertura...tem tudo a vê...
                        
                 Nome À Pessoa
                      Michel Melamed

Observanessa, perceberenice, arriscamila,
Embromárcia, aproximargareth,
Conversarah, envolverônica, submetereza
Sentirene, conquistarlete, mescláudia,
Lambeatriz, abraçabrina,
Mordenise, amaria, beijanaína
Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa...
Agradesimone, esclareceleste, buscarmen,
Surtatiana, pensophia
Vacilaura, enciumonique, engolívia
Desejanice, agarraquel, roubárbara,
Ligabriela, esquecelina
Provocarla, concordana, suplicarolina
Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa...