Eu escrevo para nada e para ninguém. Se alguém me ler será por conta própria e auto-risco...

Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer. Mas é preciso mais do que vontade para escrever. Como milhares de pessoas dizem (e com razão): "Minha vida é um verdadeiro romance, se eu escrevesse contando ninguém acreditaria." O que devem fazer essas pessoas? Escrever sem nenhum compromisso. Às vezes uma só linha basta para salvar o próprio coração.







domingo, 21 de novembro de 2010

Quanto estamos dispostos a abrir mão por um amor?

Sabe quando a gente lê um livro e fica com aquela sensação de bem-estar, leveza e aquele sorriso bobo no rosto? Quando a gente se envolve a tal ponto que, já não conseguimos deitar sem ler algumas páginas para ver o que acontece com os personagens. Quando choramos a cada emoção vivida por eles...
Foi isso que senti quando li: Querido John [E recomendo!]
A gente acaba pensando sobre o que é o amor? O que é amar? E o quanto estamos dispostos a abrir mão para estar com a pessoa que amamos. 
O que significa amar verdadeiramente uma pessoa?
Houve um tempo em que eu achava saber a resposta: significa que eu iria pensar em Savannah mais do que em mim mesmo, e passaríamos o resto de nossas vidas juntos. Não seria difícil. Ela me disse certa vez que a chave para a felicidade é ter sonhos realizáveis, e os dela não eram nada fora do comum. Casamento, família... o básico. Isso significa que eu teria um emprego estável, uma casa com cerca branca e uma minivan ou SUV grande o suficiente para levar nossos filhos à escola, ao dentista, ao treino de futebol ou aos recitais de piano. Dois ou três filhos – ela nunca foi clara a respeito, mas meu palpite é que quando chegasse a hora, ela deixaria a natureza seguir seu curso e Deus tomar a decisão. Ela era assim – religiosa, quero dizer – e suponho que esse tenha sido um dos motivos pelos quais me apaixonei por ela. Independentemente do que acontecesse em nossas vidas, eu me imaginava ao fim do dia deitado na cama ao lado dela, nós dois abraçados enquanto conversávamos e ríamos, perdidos nos braços um do outro.
Não parece tão absurdo, certo? Quando duas pessoas se amam? Foi também o que pensei. E, enquanto uma parte de mim ainda quer acreditar que isso seja possível, sei que não vai acontecer. Quando eu for embora de novo, nunca mais vou voltar.
Por enquanto, porém, vou sentar-me na encosta que dá vistas à fazenda e esperar que ela apareça. Ela não vai me ver, é claro. No exército, você aprende a se misturar com a paisagem, e eu aprendi muito bem, pois não quero morrer em uma vala estrangeira no meio do deserto iraquiano. No entanto, tive de voltar a esta cidadezinha montanhosa na Carolina do Norte para descobrir o que aconteceu. Quando alguém termina algo mal resolvido, sente um desconforto, quase uma dor, até descobrir a verdade.
Porém, estou certo de uma coisa: Savannah nunca saberá que estive aqui hoje.
Parte de mim dói ao pensar que ela está tão perto e eu não posso tocá-la, mas nossas histórias seguiram caminhos diferentes. Não foi fácil aceitar essa verdade simples, pois houve um tempo em que nossas histórias eram uma só, mas isso aconteceu seis anos e duas vidas atrás. Nós dois temos lembranças, é claro, mas aprendi que as memórias podem ter uma presença física, quase viva, e nisso Savannah e eu também somos diferentes. Enquanto as lembranças dela são estrelas no céu noturno, as minhas compõem o assombrado espaço vazio entre elas. E, ao contrário dela, sinto o peso de perguntas que já me fiz mil vezes desde nosso último encontro. Por que fiz aquilo? Faria tudo de novo?



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A- Cor-Da!

1Resolvi postar esse texto que recebi hoje pela manhã...         

Acordar                                                                            
"Você sabe o que significa a palavra "acordar"?
Vamos fazer uma brincadeira e separar em sílabas da palavra acordar:
A-cor-dar. Viu?
Significa dar a cor, colocar o coração em tudo que faz.
Existem pessoas que acordam às 6h da tarde. É isso mesmo!
Pela manhã caem da cama, são jogadas da cama, mas passam o dia todo dormindo.
E existem alguns, acredite, que passam a vida toda e não conseguem acordar.
Eu tive um amigo que acordou aos 54 anos de idade.
Ele me disse:
- Descobri que estou na profissão errada!
E ele já estava se aposentando...
Imagine o trauma que esse amigo criou para si, para os colegas de trabalho, para a sua família!
Foi infeliz durante toda sua vida profissional porque simplesmente não "acordou".
Eu, na época, era muito jovem, mas compreendi bem o que ele estava me ensinando naquele momento.
Por mais cinzento que possa estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que dou a ele.
Sabe por quê?
Por que a vida tem a cor que "a gente pinta".
O engraçado é que os dias são todos exclusivos.
Cada dia é um novo dia, ninguém o viveu.
Ele está ali, esperando que eu e você façamos com que ele seja o melhor da nossa vida.
Os meus dias são os mais lindos da face da Terra porque eu os faço ser os mais lindos da face da Terra.
Acredite em você!
O universo é o limite!
Dê a você a oportunidade de "a-cor-dar" todos os dias e compartilhar com os outros o que Deus nos dá de melhor: o privilégio de ser e fazer os outros felizes." ( A.D)
A- cor- da!!!

Só porque me deu uma vontade de colorir meu dia, é bom quando a gente acorda bem. Achei que podia ajudar a colorir o seu...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bolinha de sabão...

       Já perceberam que quando a gente está em paz com a vida ficamos mais leves?
       Quando estamos bem com nossas escolhas, com o caminho que estamos tomando, com os amigos que temos, com nossa família e principalmente com nós mesmos...tudo fica mais tranqüilo. É como se nos tornássemos uma bolinha de sabão, e de tão leves saímos flutuando pelo mundo a fora. E as pessoas que estão em nossa volta até conseguem vê uma cor quando a gente vai passando e transmitindo aquela harmonia. Já perceberam que as bolinhas tem cores? Mas ao mesmo tempo estamos tão vulneráveis que um toque mais agressivo pode acabar nos estourando.
  

domingo, 24 de outubro de 2010

Sonho de uma flauta

       O que você quer ser quando crescer?        
      Qual a criança que nunca ouviu essa frase? Escutei ela hoje e me dei conta que não lembro mais o que eu queria ser quando criança. Foram tantas transformações, que deixei meus sonhos lá atrás...adormecidos.  Mas como pode? Não me conformei e comecei a pensar, qual era mesmo o plano? Ah...eu queria ser professora. Ainda me lembro que eu brincava de dar aula para as minhas bonecas, rs. Sempre gostei de um quadro, de ensinar e ao mesmo tempo, sempre fui tão tímida.
       Mas na adolescência a paixão foi outra...de repente veio a psicologia, assim de um jeito todo especial, e sabe que agora escrevendo, até me veio uma ligação. Esse desejo de ajudar ao próximo, só que agora ouvindo, estando presente para aquela pessoa, que talvez só tenha aquele espaço para falar de si.
       E sabe de uma coisa? Percebi que os sonhos não param...
       A psicologia eu consegui, fui atrás e posso dizer que é mágico quando o que desejamos se torna realidade. Mas não sei por que ainda me falta algo.
       Acredito que agora estudar cinema possa me completar. Mas quem sabe?
       Os sonhos estão sempre em movimento...e a mágica de tudo está em não deixar de acreditar neles. E quanto às crianças, nunca diga a elas que é impossível de realizar seus sonhos. Por mais que pareçam distantes, elas podem alcançar. E se a gente derrubar esse castelo de areia, pode ser que nunca mais eles se formem do mesmo jeito. Já tentou reconstruí-los?



sábado, 23 de outubro de 2010

Upside Down

     E de repente a vida dá uma virada...
    Ainda não sei bem como tudo aconteceu, num dia eu tinha minha vidinha normal e no outro eu tinha a responsabilidade de uma casa e se não fosse madrugada de uma quinta, eu ia achar que estava em um daqueles filmes de troca de papéis. [Exatamente, me senti naquele filme: Sexta-feira muito louca.] Sei que está tudo confuso, então explico...minha mãe levou um tombo em casa e com toda a correria e o susto (resumindo), teve que por gesso na perna e ficar dois dias de repouso, evitando colocar o pé no chão. Imagina a loucura! De repente a casa ficou tão grande, era tanta coisa pra fazer, que eu me dei conta que não sabia de nada, rs. Comecei a vê como é difícil dar conta de uma casa, arrumar, lavar, ir pra cozinha [engraçado que quando entramos nela parece que é impossível sair, tanta coisa pra fazer] e ainda dar conta de nossas atividades extras, como meus estudos e ainda cuidar de mim. E nesse caso, da minha mãe também. Amadureci uns 20 anos só nesses 2 dias! E mesmo cansando, sei o quanto foi importante pra mim. Enfim, o gesso secou, ela já pode andar um pouco pela casa, mas as minhas obrigações continuam, apesar dela agora se meter a fazer algumas coisas. E acabo percebendo que não dá mais pra ficar naquele lugar que eu estava. As coisas fora do lugar agora me incomodam, conheci o outro lado e não dá mais pra ignorar. Aprendi que a cozinha é um lugar de tentativa e erro, onde podemos testar algumas misturas e nem todas vão sair boas, mas vale o esforço. E quando acertamos...a sensação é tão boa, é uma vitória! E descobri um ótimo aliado nessa jornada...o mp4. Isso mesmo! A música deu toda a graça para a brincadeira.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

The Cranberries

My mother, my mother she hold me ♫



        Não podia deixar de postar o show perfeito que fui nesse dia das crianças. Uma ótima forma de comemorar esse dia tão especial! Com um repertório maravilhoso, como: Linger, seguido de Ode to my family [Nem preciso dizer que foi o melhor momento né?rs] Muita emoção! Além de: Animal Instict, Just my imagination, Zombie, entre outras... e Dreams pra finalizar.





            Oh my life
            Is changing everyday
            Every possible way ♫♫

          Obs: Brigada pelo show Lili!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Comer, rezar e amar

       
         Às vezes a gente assiste um filme e se sente tão bem. Dá uma sensação de paz, nos faz sorrir, assim, daquele jeito meio bobo. A gente começa a fazer planos, a construir sonhos, e bate aquela vontade de se conhecer melhor. Muitas vezes estamos tão perdidos em nossas vidas que nem fazemos idéia de como as coisas não andam bem, fazemos sempre as mesmas coisas, sempre o mesmo caminho de volta pra casa, visitando os mesmos lugares. Não nos damos conta de que nos falta algo. E que nem ao menos nos conhecemos para saber o que falta. Precisamos daquele estalo! Precisamos recomeçar...
         Conhecer pessoas, lugares, comidas...encontrar novas formas de ser no mundo. Uma nova maneira de viver a vida de acordo com aquilo que nos faz bem.
         É saber que mesmo saindo de nossa zona de conforto, podemos nos encontrar. E tudo isso com uma ótima trilha sonora...
     
         É melhor ser alegre   
         Que ser triste
         Alegria é a melhor
         Coisa que existe
         É assim como a luz
         No coração...♫♫
    (Samba da Benção -
                 Bebel Gilberto)